segunda-feira, 22 julho 2019 22:46
Atualidade

Objetivo: acabar com o VIH/SIDA nas crianças e adolescentes de todo o mundo

O relatório divulgado hoje pela iniciativa "Start Free Stay Free AIDS Free" revela que, apesar dos avanços registados, ainda há lacunas e desafios a ultrapassar para terminar com a epidemia do VIH/SIDA nas crianças e adolescentes. Em declarações à News Farma, a Dr.ª Shannon Hader comenta os resultados divulgados na IAS 2019.

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A iniciativa "Start Free Stay Free AIDS Free" foi lançada em 2016 pela Joint United Nations Programme on HIV/AIDS (UNAIDS) com o objetivo de acelerar o combate à infeção por VIH junto das crianças e adolescentes de todo o mundo. Em termos operacionais, a iniciativa identifica três objetivos para nortear a intervenção dos governos e serviços de saúde:
1) reduzir o número de bebés que nascem com a infeção por VIH, eliminando a transmissão entre pais e filhos
2) garantir que as crianças e adolescentes vivem sem serem infetadas, especialmente as jovens mulheres
3) garantir, às crianças e adolescentes com infeção por VIH, um tratamento rápido e adequado para que possam manter-se saudáveis

Sublinhando o "progresso tremendo" que se tem verificado neste âmbito, a Dr.ª Shannon Hader admite que há ainda "lacunas" e que, por essa razão, é necessário "intensificar as respostas" para ser possível cumprir o compromisso da UNAIDS de terminar com a epidemia para a próxima geração.

De acordo com o relatório divulgado no segundo dia da IAS 2019, cerca de 16 mil crianças entre os zero e os 14 anos foram infetadas por VIH em 2018. Apesar de representar uma redução significativa relativamente aos dados de 2010 (240 mil novas infeções), este número ficou aquém do objetivo estabelecido para 2018: 40 mil novas infeções.

O relatório, disponível para download no site da UNAIDS, aponta as falhas que devem ser solucionadas para prevenir novas infeções neste grupo etário. Por exemplo, na África oriental, 10 mil de 26 mil novas infeções em crianças resultaram da fraca retenção das mulheres grávidas ou lactantes aos cuidados de saúde.

Numa nota positiva, o relatório estima que cerca de 82% das mulheres grávidas que vivem com VIH têm atualmente acesso a terapêutica antirretrovírica. No continente africano, mais de 90% das mulheres grávidas tiveram acesso à terapêutica, o que resultou numa redução de 41% de novas infeções em crianças.

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